
Na importante Conferência Mundial de Inteligência Artificial de Xangai, o Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, fez um discurso contundente sobre o rumo que a revolução tecnológica está tomando. Guterres reforçou que a IA é a maior oportunidade, mas também o maior risco existencial da humanidade neste século, e fez um chamado urgente para que os algoritmos e sistemas automatizados sirvam aos interesses humanos primordiais de bem-estar, e não como simples ferramentas de controle corporativo ou vigilância estatal.
Durante a fala, foi frisada a necessidade de que os algoritmos de poder gigantesco não sejam governados exclusivamente por meia dúzia de empresas bilionárias do Vale do Silício ou laboratórios fechados de superpotências. O apelo recai na criação de agências mundiais de governança ética, que obriguem o desenvolvimento de inteligências artificiais com foco no avanço da educação, agricultura sustentável e cura de doenças, impedindo o aprofundamento das brutais desigualdades entre o Norte Global e as nações em desenvolvimento.