
As campanhas dos principais nomes à Presidência acionaram o modo de urgência absoluta nas negociações políticas de bastidores. De um lado, o núcleo duro de Flávio Bolsonaro (PL) despacha emissários diários na tentativa de costurar coligações com caciques partidários e garantir preciosos segundos a mais no horário eleitoral gratuito. Do outro, a articulação de Lula (PT) se mobiliza freneticamente para assegurar que essas mesmas siglas optem, no mínimo, por manter a neutralidade no primeiro turno, esvaziando o palanque da oposição.
Essa intensa disputa pelo chamado Centrão é um reflexo claro das novas dinâmicas do fundo eleitoral, onde as lideranças legislativas preferem frequentemente alocar os recursos milionários nas campanhas de deputados e senadores, garantindo a sua própria sobrevivência e influência. No fim das contas, quem conseguir amarrar melhor esses acordos partidários poderá ter a capilaridade e o fôlego financeiro necessários para a reta final deste embate colossal.